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sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Choque Cultural




Parece obvio que uma vez que saímos da nossa zona de conforto, saindo do nosso país, vamos vivenciar uma adaptação cultural, apesar de sabermos disso nem sempre estamos preparados para o choque que iremos enfrentar. Até porque, diferente das férias ou viagens que já tenhamos feito, agora vamos viver essa realidade, e muitas vezes sem data ou previsão de regresso. Tudo nos coloca a prova, desde o clima, altitude, pressão atmosférica, idioma, culinária, musica, forma de se vestir, comportamento, uma soma de fatores que compõe a nova cultura que iremos vivenciar. Quando estamos de passeio ou temporários, conseguimos driblar alguns aspectos com bom humor, paciência ou simplesmente passamos longe e fingimos que não é com a gente, mas uma vez que viva no lugar corre risco de não se encaixar se não tiver um mínimo de flexibilidade.

Eu confesso que sofri bastante na minha adaptação, diferente de muitos que sentem que já viveram outra encarnação no México eu simplesmente não tolerava um monte de coisas e hoje percebo como sofri desnecessariamente ao bater de frente com a cultura local. Os primeiros amigos mexicanos foram muito amáveis e pacientes, rs, porque eu era uma grande chata!

Assim que a primeira dica que dou é: o país que você vive, a cultura que está inserida vai muito além do seu condomínio, bairro ou região, não meça todos segundo os critérios que vê dentro da sua bolha. Basicamente se comeu um taco ruim não significa que todos os tacos sejam ruins. Se conheceu um mexicano machista não significa que todos mexicanos serão machistas e por aí vai. Quem já vive aqui a algum tempo sabe que musica não se resume a Mariachi, comida não se resume a tortilla e picante, há de tudo em um país tao rico e complexo.

Correndo o risco de ser mal interpretada farei uma analogia: quando vejo uma pessoa toda tatuada, com cabelos coloridos, roupas estranhas, achar ruim das pessoas ficarem olhando. Oras, se não queria ser olhado com estranheza não saísse do padrão da “normalidade” ou ficasse apenas dentro da sua tribo onde tudo isso é “normal”. Pois é, baseada nesse mesmo princípio, você não pode ficar irritado se todos ficarem te olhando, se você insistir em usar sunga na piscina, sabendo que isso é mal visto pelos locais. O mesmo se aplica para roupas curtas ou decotes no DF (nem todos lugares são assim aqui), meninos sem camisa, meninas com cabelo bagunçado. Você pode escolher ser como é, mas então terá que aceitar ser tratado com estranheza ou mesmo que o vejam com maus olhos, você é o estranho no ninho, você está destoando do padrão local. E antes de atirar a primeira pedra contra os “intolerantes” imagine só uma garota com pernas, axilas e virilhas sem depilar em uma praia carioca ou uma mulher entrando na piscina com calça e camiseta em um condomínio de SP. O ditado “ Em Roma seja romano” é basicamente para te dizer que se não quer ser tratado, julgado ou considerado diferente dos demais, atue como eles.


Fabiana Giannotti, brasileira radicada no México desde 2008, casada, 2 filhos, passou a ser mãe 24h e dona de casa após vir para cá. Praticamente uma expert em mudanças depois de encontrar e mudar para 8 casas em 7 anos, além de acumular experiências em tradução, aulas de português, corretagem de imóveis e assessoria para expatriados. Adoro escrever, conversar, fazer novos amigos, viajar. Me considero afortunada por viver no México, aprender a respeitar e conhecer essa bela cultura. Conhecer, adaptar-se, aprender, mudar, acostumar, respeitar, amar o diferente são algumas coisas que descobri nos últimos anos, além do fato que, por mais perfeito que seja o plano tudo pode mudar de repente...
Colunista e parceira no blog: viviendoenelmexicomagico.blogspot.mx/



Quero trabalhar no México, vale a pena?


Essa é a pergunta que recebemos quase todos os dias em diferentes formatos, de gente de todo Brasil. Com a crise que nosso país vem enfrentando, infelizmente, o volume de brasileiros descontentes com a vida, oportunidades, emprego e outros aspectos do nosso amado país vem crescendo muito.


Quanto custa viver em outro país PARTE 2 – Links e dicas para viver no Mexico



Pessoal, no post anterior CLICA AQUI! falamos sobre as análises e considerações que devemos fazer para viver em outro país, em relação ao custo de vida em geral. Se você fez sua lição de casa, analisou todos seus hábitos de consumo, colocou na ponta do lápis todos seus gastos, vai encontrar tudo que precisa com esse post que vem complementar o anterior com dicas e links onde pode pesquisar quase todos os itens do seu custo de vida, moradia, clubes etc.



Pode ver preços de alugueis, entrar em compras on line de supermercados, pesquisar planos e tarifas de telefonia fixa, celular, internet e tv a cabo, ver preços de exames e checkups de saúde, nas lojas Departamentais poderá entrar em um sem fim de coisas, desde móveis, colchoes, eletrônicos, utensílios, roupas, sapatos, brinquedos, livros, etc. nos clubes e academias encontrará tudo o que precisa em relação a atividades físicas com preços individuais e familiares.

Se souber o que buscar poderá ter uma excelente noção do seu custo de mudança e custo de vida geral. O único item que não coloquei nesses links são de escolas, porque nesse caso sua pesquisa terá que ser mais especifica, muitas escolas não colocam preços de mensalidade, a variação de custos é altíssima dependendo da região, nível acadêmico, etc. Temos um post com um guia para encontrar uma escola no México CLICA AQUI! Para quem tem filhos ou precisa estudar sugiro entrar aí e fazer essa pesquisa a parte. Lembrando que escola tem um impacto muito forte no orçamento familiar e boas escolas aqui não são baratas, dentro do padrão local, sem comparar com preços de Brasil.

busca de casas




supermercados

http://www.superama.com.mx/

telefonia


http://www.telcel.com/
laboratorio
https://www.chopo.com.mx/
Lojas departamentais




https://www.sams.com.mx/


http://www.sanborns.com.mx/Paginas/Inicio.aspx

http://www.cityclub.com.mx/store/default.aspx?p=7258

academia, clube,
atividades para crianças


Espero que com esses 2 posts possamos ajudar um pouco a esclarecer suas dúvidas e facilitar sua transiçao.




 

Fabiana Giannotti, brasileira radicada no México desde 2008, casada, 2 filhos, passou a ser mãe 24h e dona de casa após vir para cá. Praticamente uma expert em mudanças depois de encontrar e mudar para 8 casas em 7 anos, além de acumular experiências em tradução, aulas de português, corretagem de imóveis e assessoria para expatriados. Adoro escrever, conversar, fazer novos amigos, viajar. Me considero afortunada por viver no México, aprender a respeitar e conhecer essa bela cultura. Conhecer, adaptar-se, aprender, mudar, acostumar, respeitar, amar o diferente são algumas coisas que descobri nos últimos anos, além do fato que, por mais perfeito que seja o plano tudo pode mudar de repente...

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Quanto custa viver em outro país?



Se um estrangeiro faz essa pergunta para você, em relação ao Brasil, existe uma formula mágica para responder? Você pode dizer que viver em SP, Bahia, RS, capitais ou interior, metrópole ou cidades turísticas tem o mesmo custo para a mesma pessoa e ritmo de vida? Tem pessoas que andam de ônibus de boa, outros que não vivem sem carro, gente que come qualquer coisa e gente que não, diferentes níveis de exigência de educação para filhos, saúde, segurança.


Ou seja, basicamente não há uma resposta simples para essa pergunta, quem vai decidir quanto custa viver em um país é a própria pessoa, baseada em seu padrão de vida e expectativas. O que sim posso te dizer é que sendo um estrangeiro em outro país suas necessidades serão diferentes de um local, não podemos nos comparar a eles porque temos outros hábitos, cultura, necessidades. Um local possui uma rede de apoio. Você no seu país, se encontra com amigos, come na casa deles ou de seus pais, quando faz compras no supermercado tem muitas opções de diferentes preços de alimentos comuns na sua cultura, conhece lojas onde comprar moveis, roupas, sapatos, pode viver com menos luxo ou tecnologia porque não TEM que se conectar com outro país, quando vai viajar tem referências de estradas, rotas, hotéis, pousadas, casa de amigos.

Como estrangeiro você terá que criar uma história, uma curva de aprendizagem e isso custa caro, não apenas emocionalmente, mas também custa dinheiro. Você vai criar necessidades que hoje não possui, como comer um tipo de comida que para os locais é considerada gourmet, estudar um idioma, ler mais livros, guias, vai abrir um novo mundo com novos hábitos de consumo e prazeres que não conhecia. Eventualmente essa curva vai se adaptando aos hábitos locais, mas isso pode levar tempo.

Um exemplo básico: alimentação no México. Se você quiser comprar um bife com um corte semelhante ao do Brasil isso entra na linha mais cara, porque o bife comum aqui no México é um corte fininho (chamo de bife de papel, dá para ver o outro lado) porque eles usam para preparar milanesas, picar ou fatiar em guisados ou colocar em tortilhas. Já pagou mais caro de saída só porque você gosta de comer de uma forma diferente do local. Isso se aplica para as frutas, verduras, cereais, doces, etc.




Um erro muito comum (e compreensível) de qualquer brasileiro que chega aqui é converter todos os preços em reais. A menos que você ganhe em reais, vai chegar um momento que sua ficha vai cair e verá que ganhando em pesos, vivendo em pesos, não dá para analisar que o carro custa super barato quando paga muito mais caro a moradia por exemplo, ou que o shampoo está barato, mas a verdura custa caro.  A relação não pode ser parcial, tem que ser o pacote completo.  Abaixo segue uma relação de custo de vida 2016, para um mexicano.




Estudos dizem que viver no México custa cerca de 30% mais barato em relação ao Brasil. Isso considerando um pacote básico: moradia, transporte, educação, serviços básicos. Não está considerado plano de saúde, viagens para o exterior, diferentes hábitos alimentares, compra de moveis e utensílios para iniciar uma nova vida, documentação, vistos e renovações. Como estrangeiros somos mais visados também, de forma que o assunto segurança para nós também é diferente de um local, do mesmo jeito que um gringo no Brasil não possui as malícias e está mais vulnerável que nós, em relação a pequenos e grandes crimes. Portanto na hora de escolher e pagar pela sua moradia, educação, lazer, terá que considerar esse fator.

Para começar sua análise eu sugiro que coloque na ponta do lápis seus gastos mensais, com o máximo de detalhes:

moradia
Aluguel, condomínio, água, luz, gás, limpeza e manutenção
telefone
Fixo/celular com ou sem uso de internet
alimentaçao
Supermercado, restaurantes, barzinhos, fast food, seus hábitos de consumo
educaçao
Cursos, escola para filhos, consumo de livros
transporte
Custo de compra e manutenção de um carro, transporte público, considere seus hábitos e
 analise se poderá mantê-los
lazer
analise seus gastos com viagens, tv a cabo, jogos, academia, veja quanto gasta e em que
higiene e beleza
gastos com produtos de higiene, corte de cabelo, manicure, podologo, depilação, etc
saúde
consultas, check ups, remedios, dentista


Você tem que conhecer a fundo seus hábitos de consumo se quiser fazer uma comparação de custo de vida razoável, lembrando que no México, a saúde não tem planos preventivos como no Brasil, você terá que pagar seus exames, consultas para avaliar qualquer doença, se estiver doente pode abrir um sinistro e obter cobertura, e deverá de pagar uma franquia de uso de seguro, todo check-up ou avaliação preventiva que fizer de saúde não haverá cobertura.

Aqui seguem alguns gastos que um local não terá que pagar e você sim:

viagens ao exterior
Avalie com que periodicidade vai querer visitar sua família e amigos e considere o gasto
doenças
Até seu organismo se adaptar você vai estar mais sujeito a doenças que um local, fatores
como microrganismos locais, altitude, temperatura e pressão atmosférica impactam no seu
organismo e imunidade
documentaçao
emissão e renovação de vistos, validação de diplomas, carteira de habilitação, emissão e
renovação de passaporte, emissão de procurações, envio de documentação ao exterior,
gastos de cartório e consulares
mudança
Compra de moveis, eletrodomésticos, roupa de cama, mesa e banho, utensílios etc.



Nesse outro post CLICA AQUI!coloco um pequeno guia para ajudar a pesquisar on line os seus gastos e necessidades de compras ao se mudar para outro país.

Pessoal, pouco a pouco nos habituamos a vida e nos aproximamos nos padrões locais, podemos comer frijol y tortillas e abrir mão de um bifão e de salada de rúcula e encontrar a felicidade do mesmo jeito, uns se adaptam mais rápido, alguns demoram mais, outros nunca deixarão velhos hábitos. Você não saberá até viver. Eu acho que informação é tudo e quanto mais preparado estiver, menores serão as surpresas, frustrações e angustias e mais fácil será sua adaptação. Eu gostaria de ter tido essa percepção quando cheguei aqui a anos atrás, com menos dicas e acessos.


Fabiana Giannotti, brasileira radicada no México desde 2008, casada, 2 filhos, passou a ser mãe 24h e dona de casa após vir para cá. Praticamente uma expert em mudanças depois de encontrar e mudar para 8 casas em 7 anos, além de acumular experiências em tradução, aulas de português, corretagem de imóveis e assessoria para expatriados. Adoro escrever, conversar, fazer novos amigos, viajar. Me considero afortunada por viver no México, aprender a respeitar e conhecer essa bela cultura. Conhecer, adaptar-se, aprender, mudar, acostumar, respeitar, amar o diferente são algumas coisas que descobri nos últimos anos, além do fato que, por mais perfeito que seja o plano tudo pode mudar de repente...

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domingo, 28 de agosto de 2016

Como escolher uma residencia no México


Como escolher uma residência?



Na muitas comunidades que participo, de expatriados, muitos brasileiros perguntam, qual o melhor lugar para morar no México? Se sua pergunta é totalmente aberta, sugiro que se informe sobre como é o México, a imensa diversidade que existe no pais e comece a formar uma opinião a respeito, porque um pais que possui de deserto a selva, passando por praias e imensas metrópoles pode atender a qualquer gosto. Da mesma maneira, a analise se aplica em qualquer outro país.

A sua escolha deverá ser baseada em algum lugar onde irá estudar ou trabalhar, já que são as principais formas de obter um visto de residência. Então considerando que você já solucionou uma dessas variáveis, local de trabalho ou de estudo, podemos estabelecer um roteiro de como procurar uma residência.

Alguns aspectos devem ser considerados na hora de encontrar uma residência, custos, localização, estilo de vida, espaço, segurança. Daí você já começa a fazer uma ideia se quer viver em uma região mais residencial ou mais dentro da cidade, casa ou apartamento, etc. 

Partimos sempre de alguma variável fixa, como local de trabalho e traçamos um raio razoável de distância a ser percorrida, considerando o transporte a ser utilizado. Dentro desse raio de distância anotamos localidades, municípios, bairros e pesquisamos a respeito dessa região. Índices de violência, desastres naturais (terremoto, enchente), custos, facilidades, aspectos que caracterizam a região e comparo com meus objetivos. Nesse ponto pedir referências a grupos de brasileiros locais é uma ótima ideia, pois terão informações mais concretas a respeito.

Se iremos frequentar escolas é uma variável muito importante que deve ser considerada tanto quanto a distância ao trabalho. Certamente teremos algumas áreas mais ou menos favoráveis e já poderemos excluir algumas delas. Trabalhar com mapas impressos e fazer cálculos virtuais no google maps, em tempo real dos horários de rush, é uma excelente maneira de organizar suas opções.

Uma vez que tenha opções de localização em um mapa pode começar a buscar imobiliárias virtuais onde poderá visualizar algumas opções de residência. Se puder contatar corretores que o ajudem na sua busca, seja o mais claro e especifico possível em todas as suas necessidades e a cada opção mostrada verifique que suas especificações foram consideradas.

Não alugue nada virtualmente, não faça pagamentos ou depósitos antes de verificar o local e ter as chaves do imóvel em mãos. Alguns proprietários ou imobiliárias podem pedir um sinal para reservar o imóvel, certifique-se que o valor seja pequeno e razoável, há muitas pessoas que se dedicam a golpes imobiliários e estrangeiros são perfeitos para caírem nesses golpes.

No momento de verificar o imóvel observe além da aparência, os serviços de distribuição de agua, gás, luz, cabos, se estão em bom funcionamento e condições de uso, (tanque estacionário, boiler, calefação, relógios, torneiras, duchas, bombas, caixa d’água, cisterna)



Solicite com antecedência, se for necessário, ligações elétricas, de agua, calefação, telefone, internet, dedetização, quais são os prestadores de serviços, como se comunicar com eles em caso de emergências, fuga de gás ou água, queda de energia.



Verifique na residência os pontos de instalação, se possuem suficientes adaptadores, tomadas e verifique como irá solucionar eventuais necessidades. Veja se possui as ferramentas necessárias para montar moveis, instalar eletrodomésticos, varais, etc.



Antes de assinar o contrato verifique se o mesmo cobre seus direitos, quais são as garantias, em caso de dúvida solicite ajuda de algum advogado ou pessoa de confiança local. Aqui no México é comum que peçam além do avalista, de 1 a 3 valores de aluguel como deposito. Eu sempre sugiro que não paguem mais de um aluguel como deposito, se o proprietário insistir em maiores garantias sugiro que o valor adicional seja colocado a título de adiantamento dos primeiros meses de aluguel. Ocorre que as leis imobiliárias favorecem mais o inquilino que ao proprietário e eles buscam o máximo de garantias, porém raramente o proprietário devolve o deposito realizado, razão pela qual não sugiro deixar um valor superior a um mês de aluguel.

Descubra como são os acessos a residência, a segurança que oferecem não apenas em relação a criminalidade, mas também a eventuais intempéries naturais, furacão, terremoto, enchentes.

Verifique se há algum tipo de praga ou predador na região e se é necessário chamar serviços especializados de dedetização ou controle de pragas antes de mudar, áreas com muito jardim ou grama podem ter aranhas, escorpiões e outros tipos de insetos que pode não estar acostumado se viver em um apartamento em uma grande cidade.

Se for viver em algum regime de condomínio conheça as regras, horários e costumes e procure se adaptar, isso inclui muitas vezes se acostumar a festas que entram madrugada adentro, porque sim, o mexicano é muito festeiro. Via de regra (sempre haverá exceções) quanto mais organizado e cheio de regras for o condomínio, maiores as chances de haver algum toque de recolher.

Descubra horários e formas de coleta de lixo, se há serviços de limpeza de áreas comuns, quais são suas obrigações e direitos como residente.

Tenha a mão telefones de serviços de emergência, policia, bombeiro, ambulância, companhias de luz, agua, gás, bem como de prestadores de serviços necessários, eletricista, encanador, etc

Sites que o ajudarão a encontrar residência:




Fabiana Giannotti, brasileira radicada no México desde 2008, casada, 2 filhos, passou a ser mãe 24h e dona de casa após vir para cá. Praticamente uma expert em mudanças depois de encontrar e mudar para 8 casas em 7 anos, além de acumular experiências em tradução, aulas de português, corretagem de imóveis e assessoria para expatriados. Adoro escrever, conversar, fazer novos amigos, viajar. Me considero afortunada por viver no México, aprender a respeitar e conhecer essa bela cultura. Conhecer, adaptar-se, aprender, mudar, acostumar, respeitar, amar o diferente são algumas coisas que descobri nos últimos anos, além do fato que, por mais perfeito que seja o plano tudo pode mudar.

Colunista e parceira no blog: http://viviendoenelmexicomagico.blogspot.mx/






sábado, 27 de agosto de 2016

Dia dos Pais - longe do meu pai.


Nem tudo são flores na vida de expatriados… a saudade que já foi cantada em verso e prosa, desde o tempo de Camões, é uma companheira constante de quem vive fora da sua pátria.




Em dias especiais, como Natal, dia das mães e dia dos pais a saudade aumenta, machuca, as vezes dói mesmo.

Esse post foi escrito no dia dos pais daqui do México, muitos corações estão apertados, estar longe dos pais, sabendo que o tempo vai passando e os dias festivos podem não se repetir para avós e papais já velhinhos são um preço alto a ser pago.

Escrevo hoje com meu coração chorando, meu pai está em estado terminal e os médicos não deram mais que essa noite para ele. Ontem fui buscar uma passagem de última hora, mas os médicos já o colocaram em coma induzido e já não poderei vê-lo consciente e provavelmente nem com vida. Em meio as Olimpíadas as passagens estão entre 2000 e 3000 dólares e já não há mais voos diretos. Já não haverá dia dos pais para meu pai e eu.

O tempo para quem vive longe é relativo. Perdemos em quantidade, ganhamos em qualidade. Quando ligamos, conectamos, chateamos ou vemos pessoalmente nos dedicamos a isso. Sabemos valorizar os milagres que a tecnologia nos proporciona para que possamos nos comunicar com aqueles que amamos. A maioria de nós ao ir ao Brasil sente desde o cheiro da terra até o abraço apertado a alegria genuína de estar com quem se ama. Muitas vezes, quando vivemos ao lado perdemos tempo e oportunidades de conviver.

Cada um de nós tem uma história que nos levou para longe do nosso país, razoes e motivações para estar aqui, nesse dia dos pais espero que possam abraçar ainda que virtualmente seus pais, trocar palavras, mensagens, cartas, falar por Skype, demonstrar o amor e carinho que os une. Para aqueles que já não tem seus pais, se tiverem alguma fé, enviem orações, amor, vibrações, independente da sua religião, de alguma maneira o carinho de vocês.

Para aqueles que estao tristes pela distancia, com saudade, liguem, conversem, ria, chore, compartilhe o sentimento, a distancia é relativa... nao deixe que a ausencia de toque físico seja mais forte que a presença no coração.




Escrito por:







Brasileira radicada no México desde 2008, casada, 2 filhos, descobri o que era ser mãe 24h e dona de casa após vir para cá. Quase uma expert em mudanças após mudar 8 vezes em 7 anos, além de acumular experiências em tradução, aulas de português, corretagem de imóveis e assessoria para expatriados. Adoro escrever, conversar, fazer novos amigos, viajar. Me considero afortunada por viver no México, aprender a respeitar e conhecer essa bela cultura. Conhecer, adaptar-se, aprender, mudar, acostumar, respeitar, amar o diferente são algumas coisas que descobri nos últimos anos, além do fato que por mais perfeito que seja o plano tudo pode mudar de repente... 

Colunista e parceira no blog: http://viviendoenelmexicomagico.blogspot.mx/

















14/08/2016

Amar a distancia


Amar a distancia



Uma das coisas mais difíceis de lidar quando a gente vive longe do país é deixar a família e amigos para trás. Tem suas vantagens, é claro, ficamos longes das intrigas familiares, eu sempre brinco, que minha mãe vive longe, mas a sogra também. (Mentira, sinto muitas saudades da sogra também). Descobrimos quais são nossos amigos verdadeiros, e para muitos, é a primeira vez que cortamos o cordão umbilical.

Deixar a família para trás é difícil para a maioria de nós, para alguns mais desprendidos nem tanto, mas para todos aqueles que vierem para fora e por qualquer razão o tempo for se estendendo ou se tornando indefinido, chegarão momentos que nos damos conta que o tempo passa diferente quando estamos fora.

Nos meus primeiros 2 anos no México fui 4 vezes ao Brasil, confesso que não tive muito tempo para perder contatos pois vivia mais a vida lá do que aqui. Após isso eu passei 3 anos sem ir para o Brasil. Me lembro que nada me chocou mais que ver minha avó após esse período. Ela cumpria 80 anos e na verdade, apenas seguia o curso natural da vida, a vi pela primeira vez como uma senhora idosa, e não a fortaleza de sempre, mas assim como as crianças, os velhos nos mostram claramente a passagem dos anos.

Outro evento que me marcou foi quando minha irmã engravidou, não estar por perto durante a gestação, o parto. O dia que minha sobrinha nasceu, numa cesárea programada, eu falei para meus filhos que a prima deles ia nascer, minha filha na sabedoria dos seus 4 anos, baixou a cabeça triste. Eu disse que a veríamos por Skype e minha filha me olhou com os olhos cheios de lágrima e me disse que não dava para abraçar pelo Skype ou segurar a neném pelo Skype. Choramos todos juntos.

Logo vieram os primeiros aniversários, os aniversários importantes (40, 50, 60, 80), formaturas, casamentos, enterros. Em alguns deles pudemos ir, a maioria foi comemorado on line ou chorando por telefone. Alguns momentos simplesmente corremos e ficamos lá, por um tempo, pelo tempo que podemos, como quando minha sogra teve um infarto e meu esposo pode ficar com ela durante a cirurgia e cuida-la na recuperação, em suas primeiras semanas.

Na minha última ida ao Brasil pude acompanhar meu pai ao médico e ser a pessoa que estava do lado dele quando soube que o câncer havia voltado, era inoperável e seria uma questão de sobrevida. Pudemos conversar, ter “aquela” conversa, estando ainda bem, relativamente saudável. São decisões difíceis. As longas doenças ou as mortes instantâneas, não sabemos qual é a pior parte, estando aqui ou lá.

Por um lado, construímos uma vida do outro lado do hemisfério, carreiras, um futuro melhor para os filhos, novos amigos. Por outro lado, sempre teremos uma história anterior, amores anteriores, amigos, família. Vivemos uma vida, a correria do dia a dia, construímos pontes, trilhamos novos caminhos, mas sempre estaremos vivendo outra vida on line.

Nos acostumamos a fazer festas natalinas com famílias improvisadas, sentir frio na época de calor do Brasil, juntamos a comunidade brasileira em carnavais, festas juninas, quem pode perde o verão aqui para passar frio no Brasil. A vida no exterior pode ser muito boa, depois de superadas as dificuldades iniciais, e apesar de tudo, pesando os prós e contras, eu realmente não desejo voltar para o Brasil, talvez algum dia, mas esse dia fica cada vez mais distante, mais difuso.

Com o tempo nos damos conta de que deixamos para trás muitas coisas, perderemos os últimos anos de alguns entes queridos, os primeiros ou mais importantes de outros seres amados, mas essa é a vida que escolhemos para nós. Poucos dos que ficaram nos entendem, alguns desejariam estar no nosso lugar, sem noção de quantas perdas enfrentamos nessa escolha.

A tecnologia nos ajuda, as ligações ilimitadas da Telmex são uma verdadeira maravilha, facebook, facetime, grupos de família, amigos de whatsapp, mas não substituem os abraços, os cheiros, os sons, o toque. É parte da escolha de viver fora, que ninguém pense que é fácil ou simples, mas se soubermos cuidar de quem realmente importa em nossas vidas, podemos amar e estar presentes online. Aos que tem ou terão filhos, ensina-los a falar português, a cantar nossas canções, manter nossa cultura, tradições familiares, a amarem os avós, bisavós, tios, primos e melhores amigos, faze-los sentir-se vivos, importantes, amados e queridos, é o que realmente importa, porque para nós o tempo deles sempre foi diferente da vida daqui.


Fabiana Giannotti, brasileira radicada no México desde 2008, casada, 2 filhos, passou a ser mãe 24h e dona de casa após vir para cá. Praticamente uma expert em mudanças depois de encontrar e mudar para 8 casas em 7 anos, além de acumular experiências em tradução, aulas de português, corretagem de imóveis e assessoria para expatriados. Adoro escrever, conversar, fazer novos amigos, viajar. Me considero afortunada por viver no México, aprender a respeitar e conhecer essa bela cultura. Conhecer, adaptar-se, aprender, mudar, acostumar, respeitar, amar o diferente são algumas coisas que descobri nos últimos anos, além do fato que, por mais perfeito que seja o plano tudo pode mudar de repente...
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Na hora de ir embora, de quem vamos sentir falta?


Na hora de ir embora, de quem vamos sentir falta? A quem deixaremos saudades?



Agora é meu momento de reflexão… cada mudança que fazemos reviramos nossas vidas, fazemos um levantamento do que não usamos mais, nos desapegamos a coisas, lugares, pessoas. Uma coisa que faz parte de mudar para longe é descobrir quem são nossos amigos, que parte da família realmente faz falta, quem se mantem vivo a distância, não importa por quanto tempo ou onde vivamos. Laços de sangue podem enfraquecer, laços de amizade podem fortalecer, amigos de toda a vida nos esquecem e alguns sempre estarão presentes.

Após muitos anos vivendo longe, descobrimos que poucos são aqueles que mantemos contato, que continuam se importando, pedindo e enviando notícias. A vida segue sem a gente. Dá um pouco de tristeza, às vezes, mas é o curso natural da vida.

Uma característica interessante de viver fora é que naturalmente buscamos expatriados, eles sabem como é viver longe de família, amigos de infância, e há uma afinidade natural. Grupos são formados, e muitas vezes convivemos tanto que passamos a formar amizades reais, embora muitos não sobrevivam a próxima mudança é bom fazer parte de uma comunidade, é natural nos apegarmos a novos grupos, fazer festas, muitas vezes consideramos essas pessoas que passam a fazer parte da nossa nova história como família.

Alguns dos que vem para fora ficam alguns anos e regressam a vida que deixaram, outros vão para outros países, outros simplesmente ficam. O que começa em uma aventura poderá se estender indefinidamente. Conheci inúmeras pessoas que saíram de casa por 2 anos e não voltaram mais. Uma das nossas características mais marcantes depois de algum tempo é a incerteza em relação ao futuro.  Portanto os grupos e amigos que compartilham esse sentimento passam a fazer parte da nossa vida. Há uma dinâmica interessante e muitos desses grupos, me fazem lembrar a época da escola, onde para fazer parte da “tchurma” tínhamos que estar sempre alegres, divertidos, bebendo, usando as roupas certas, estando nos lugares certos, agir de acordo com a dinâmica do grupo. É importante ter em mente que apesar do convívio frequente, apesar de momentos divertidos que passamos juntos, poucos deles ultrapassam o nível de amizade superficial. Amigos de verdade são poucos em qualquer lugar do mundo, por isso valem tanto a pena. Apesar de divertido conviver com uma comunidade, poucos são os que estarão realmente interessados em ajudar, ouvir, conhecer você em sua essência e gostar de você ainda que esteja doente, sem grana, sem vontade de farrear, com suas verdadeiras qualidade e defeitos.

Após quase 8 anos, vi muita gente indo embora, amigos que passaram os primeiros Natais, Anos Novos, aniversários, Copa do Mundo, amigos que estiveram com a gente nas horas difíceis e boas do outro lado do Continente. Amigos brasileiros, colombianos, espanhóis, argentinos, mexicanos, etc... Mas após os momentos de despedidas, lagrimas, saudade, poucos são os que ficam, os que se mantem amigos, da mesma maneira que foi um dia nossa saída no Brasil.

Outra aventura me espera em breve, assim como alguns amigos verdadeiros se foram, chega o momento de deixar alguns amigos que realmente valem a pena para trás...aqueles que fazem parte da nossa vida e coração jamais são deixados para trás, só ficam fisicamente distantes. Aqueles que fizeram parte dos efêmeros e alegres momentos de diversão deixarão saudade de bons tempos passados. Espero que novos amigos venham a somar mais alegria e valor a minha história.



Fabiana Giannotti, brasileira radicada no México desde 2008, casada, 2 filhos, passou a ser mãe 24h e dona de casa após vir para cá. Praticamente uma expert em mudanças depois de encontrar e mudar para 8 casas em 7 anos, além de acumular experiências em tradução, aulas de português, corretagem de imóveis e assessoria para expatriados. Adoro escrever, conversar, fazer novos amigos, viajar. Me considero afortunada por viver no México, aprender a respeitar e conhecer essa bela cultura. Conhecer, adaptar-se, aprender, mudar, acostumar, respeitar, amar o diferente são algumas coisas que descobri nos últimos anos, além do fato que, por mais perfeito que seja o plano tudo pode mudar de repente...
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